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Nascera em berço pobre. Passara toda infância sorvendo o leite do seio magro de sua mãe, na ausência de outra coisa para comer. Somente aquilo o nutria. Aquilo e o desejo preemente de mudar de vida. Pensava que um dia, pelo menos, conheceria o mar e andaria de carro - mesmo aqueles pequenos, duros e desconfortáveis - pela orla da capital.
Pensava em seus pais e isso o motivava a trabalhar cada vez mais. Quando pequeno, capinava duas roças. Com o ganho de altura e agilidade nos braços, conseguia capinar três, no máximo quatro (se estivesse bem disposto e a lua iluminasse o roçado). Sua meta era ver tudo capinado, e ai daquela erva daninha que ousasse crescer nos domínios do patrão de seu pai.
Sua família nada tinha. Vivia numa cabana do lado do córrego onde somente dormia e, depois dos 12 anos, começou a comer farinha. Foi pegar um saco e um sabão-de-coco na casa do patrão e por lá viu fotos da capital. Um sol diferente. Um sol que bronzeava e não tirava a pele do 'cabra' como aquele que o fustigava.
Seguiu sua vida no roçado até completar a maioridade, quando foi para o tiro-de-guerra, condecorando-se, por sua agilidade na subida de cordas e salto sobre muros, como cabo e assistente do tenente. Passava o dia vendo os soldados subirem e descerem da barra, enquanto preenchia fichas, palavras-cruzadas e varria o chão do gabinete. Foi aí que conheceu o rádio.
O rádio, além de fazê-lo rir, encheu-o de idéias. Não mais queria apenas andar de carro pela orla; queria andar em um Willis bem espaçoso, enquanto balançava o braço na brisa do exterior do veículo.
Pensava adiante! A imagem de quem lavorava na roça estava ficando para trás e a cidade estava próxima, apenas 300Km do povoado onde estava.
Quando chegou a sargento, resolveu largar tudo e correr o mundo, tentando a vida na cidade.
Comeu o pão que o diabo amassou, até tornar-se um milionário. Tinha a fortuna de 40 milhões. Sustentava a família, os compadres, os amigos do tiro-de-guerra, as moças que desejara na casa de burlesco e investia num prédio comercial que logo logo venderia pelo dobro.
Muitos que o ignoraram agora davam-lhe tapinhas nas costas. Olhava orgulhoso o passado. Os sofrimento que passou e as adversidade que o moldaram.
A revista do outro estado o chamou de self-made-man. E assim se considerava. Tinha agora um vida confortável Tudo que um bilhete de mega-sena pôde dar-lhe e deu-lhe.

***